quinta-feira, 2 de março de 2017

Em meio a correria do dia-a-dia ele me manda esse trecho do meu autor favorito: 

"...não quero uma mulher qualquer, alguém ao acaso que me leve e me use. Quero-te a ti. Quero a mulher que fala sozinha com a areia e o mar, a que veio ao meu encontro exato." (VHM)


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Porque a pracinha é grande  e  tem muito  encanto no recanto dos cantinhos que bocejam à  espera do visitante. Cheguei na estação - pensando na  pracinha. Pensei  durante  um tempo que as visitas se  tornariam habituais, mas eu acabo chegando a conclusão  de  que eu não sou habitual. O céu parece uma cúpula no emaranhado das árvores. Eu. Você. Árvores. Vida. Nós. Somos, de novo, os mesmos.  Permanecemos firmes com a nossa história. E por mais que eu quisesse que você fosse o meu gatinho, você continua leão, o rei da selva em sua constante demonstração de sensibilidade e um pouquinho de medo. A escala das coisas me arrepia. Deixo-me dominar (gosto de me sentir sua. Sua!  Assim  como  gosto de te sentir meu. Meu), pergunto-me, e logo o abraço nos é dado pelas mãozinhas  que  não se aguentam. Vamos nos analisando.... A pracinha torna-se nosso lugar de novo. Tudo é imensamente rico nessa pracinha. A novidade era nula; contou o espetáculo. O espetáculo. Hoje, como ontem.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

não há plano b.

saiba: aceitamos o risco.

não há possibilidade de não viver ao seu lado.

minha vida vive num interesse pelo que de você me é escondido

pelo seu mistério.

mistério a ser desvendado a cada dia

durante toda minha vida.

só podem me fazer aceitar o risco. nunca por pena.

é o que eu sempre quero desde quando o conheci,

por que há nisso a liberdade do que há muito está preso.

meu medo entre ombros encolhidos

só pode ser também fonte de alegria e liberdade.

saiba: aceito o risco.

aceito o medo.

aceito nosso amor alegre quente.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Quando parei percebi que para pensar me sinto melhor caminhando. O ritmo das minhas pernas apropria-se do espaço e essa é a cadência perfeita para refletir.

Sim, eu preciso ir. Andando eu me sinto segura, dinâmica, em sintonia com as vozes na minha cabeça e fugas de eco sinfônico de minha garganta.

Caminho e penso. Penso e aterrorizo-me num eterno movimento que me transporta como um objeto atômico de um lugar para outro. Quando a mente está nublada sei que preciso andar.

Andando me livro dos medos, transformo a cidade que habita em mim. Reformulo paisagens urbanas ao meu redor e imagino um pouco mais verde, mais cor e menos cinza.


Caminhando me encontro e me perco mil vezes, dando espaço para os pensamentos que borbulham dentro de mim.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016